Bioconstrução é aplicada em residência no interior de SP


26/02/2019 | Postado por: WSI Events

Sustentabilidade, integração com a natureza e um lugar para morar, plantar alimentos e ter ferramentas necessárias para sua subsistência. A “Casa das Birutas”, localizada no interior de São Paulo, reuniu todos esses elementos em um só lugar com um projeto autossuficiente.

Desenvolvida pelas arquitetas Karen Ueda e Nilce Pinho, a residência foi construída com técnicas de bioconstrução para gerar o mínimo de impacto ambiental. Tudo foi pensado para dar maior independência aos moradores, como captação, tratamento e reuso de água, geração própria de energia, fornecimento de biogás para cozinhar, e ainda um jardim agroflorestal.

“Ao mesmo tempo que usamos o banheiro ou descartamos restos de alimentos, estamos produzindo gás para a cozinha. Quando tomamos banho, já estamos regando o pomar. Quando abrimos um buraco no solo, guardamos a terra para fazer uma parede, ou um reboque. Se tomamos um vinho, guardamos a garrafa para fazer dela degraus no terreno acidentado”, disse Nilce, que além de arquiteta é também a proprietária da casa.

Materiais

A cobertura da casa foi toda feita em bambu, a estrutura em madeira certificada, o muro de arrimo de hiperabode (terra local ensacada). O projeto de construção ainda reaproveitou o maior número possível de materiais, tanto da obra, como reutilizando itens de demolição.

Foram levadas em consideração técnicas passivas de projeto para a construção da residência, como ventilação cruzada, iluminação e vedação para conforto térmico. Com isso, os gastos de energia para iluminação e aquecimento/resfriamento foram reduzidos em 70%.

Água

Por se tratar de uma região fora do sistema de água e esgoto, toda a água potável da residência vem de uma nascente e é utilizada apenas para chuveiros e pias. A casa também possui captação de água da chuva, em que a água acumulada é utilizada nas descargas dos vasos sanitários e também na rega do jardim, reabastecendo assim o lençol freático. A economia no uso da água potável gerada pelo reuso e captação de água da chuva é de 36%.

A água negra (esgoto), os restos de alimentos que a casa gera e as fezes do banheiro seco, localizado na parte externa da casa, são enviadas para um sistema Biossistema Integrado (BSI) sendo transformado em biogás, que é utilizado para cozinhar.

“A bioconstrução é uma nova forma das pessoas pensarem a construção respeitando o fluxo dos sistemas naturais, como era feito no passado. Por meio dela cooperamos para a redução de impactos ambientais, otimizamos os recursos financeiros e contribuímos com a conservação ambiental e melhoria da qualidade de vida dos usuário. Mostramos nesse projeto que tecnologias simples podem promover a sustentabilidade”, finaliza a arquiteta.

 

Por assessoria de imprensa com informações de Ciclo Vivo

Tags:

  • Construção
  • Construção Civil
  • Construção Sustentável
  • Sustentabilidade
  • Notícias Relacionadas


    Projeto universitário cria condomínio de edifícios em módulos de CLT


    28/02/2019 | Postado por: WSI Events

    Tags:

  • Arquitetura
  • IoT na construção civil


    21/02/2019 | Postado por: WSI Events

    Tags:

  • Construção Civil
  • Inovação
  • Realidade Aumentada
  • Sustentabilidade
  • Tecnologia